St Maarten
Resolvi
tirar 2 dias para conhecer um pouco mais a ilha, mas no dia seguinte passei a
manhã toda no aeroporto. Consegui evitar
o handler, mas com muito papo. Fui no
avião tentar descobrir o que acontecia com o Garmin496, sem energia, nenhum fio
partido dentro do painel, consegui ajuda do Filipino “Jojo”, mecânico a/p com
todas certificações inclusive aviônicos, começou medindo tudo.
Estacionado no Princess Juliana International Airport
Bem colorido e barulhento
E realmente também não descobriu o problema,
eu não consegui acessar o VPX, painel de fusível eletrônico pelo computador,
algum problema de configuração no meu PC.
Mas já havia checado isso em Exuma, quando consegui conectar, e tudo
estava ok . No final fizemos uma ligação
direta com o cabo que vem da bateria, protegido pelo fusível que já estava no
Garmin. Abasteci o RV7 , com um valor de quase USD9 por galão, avgas mais cara até agora.
O simpático Jojo arrumando a alimentação do GPS
Parapente
em St Martin (lado Francês)
Assuntos
técnicos resolvidos, hora de diversão, peguei o parapente do RV7, e passei no
hotel para mais um banho de mar. Em
seguida rumei para o lado Norte da ilha.
Apesar das distâncias não serem muito grandes, as rodovias (mais parecidas
com ruas) são estreitas com intenso transito, então o deslocamento é um pouco
lento mesmo. Fui para a vila “Cul du
Sac” mais uns zig zags, e cheguei na praia onde o pessoal de parapente
voa. Na verdade a praia é muito
estreita, mas fizeram um gramado com biruta e tudo.
Como sempre
faço em locais que não conheço, esperei os locais chegarem, e começo a bater
papo com meu Francês ultra ruim conversa vai vem, e descubro que um dos pilotos
é de Buzios (Brasil) mora na ilha há alguns anos e aí sim as dicas foram mais
fáceis ainda. Apesar de normalmente o
vento ser de E, hoje estava de SE, dificultando um pouco a decolagem, além de
bem forte.
Praia onde era o sítio de voo de parapente
Tentei
inflar algumas vezes, mas o vento estava forte.
Finalmente decolei da parte mais baixa, tipo uma caminhada de 5 min, a
menos de 50m do pouso de desnível, e logo em seguida voava em cima de arbustos
chatos... inclusive com cactos, então não tive coragem de passar tão perto
deles para aproveitar o lift. A direita
um pouco em descida, e depois a esquerda e pousei. Insisti novamente, e quase fiquei num cactos,
pousei novamente segundos depois.
O pós voo, vejam a biruta no fundo empinada, ventão !
Enquanto
isso o outro piloto de Mentor 2 também decolou, quase raspando na vegetação,
mas foi ganhando ganhando altura. O
detalhe que ele estava de calça e eu de bermuda (para aliviar peso não tenho
calça). Ele vendo minha dificuldade
começou a gritar do ar, em francês mesmo, sobe mais onde está a outra biruta
decola de lá, mais alinhado, fui eu caminhando bufando de calor, para a parte
mais alta. De lá pus a vela na cabeça, e
decolei fácil, e subi como um elevador !
O voo foi muito liso, e tive que por orelhas para não passar da altura
máxima, 280m do pouso, pois existe um acordo com o aeroporto local (o Francês
bem menor, não o TNCM) para ninguém atrapalhar.
Vento estava forte, algumas vezes usei um pouco de acelerador indo para
o mar, para sair do lift. No final deu
um voo de quase 1 horas, apreciando a paisagem.
Para variar esqueci a câmera GOPRO no carro @)$*ˆ@)(#%*!).
Show essa sua viagem Thomas! Além de tudo, ainda poder levar o equipamento de vôo livre para dar uns bordos durante o passeio, não tem preço!!! É a grande vantagem do parapente...
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