segunda-feira, 24 de setembro de 2012

St Martin RV7 e Parapente


St Maarten

Resolvi tirar 2 dias para conhecer um pouco mais a ilha, mas no dia seguinte passei a manhã toda no aeroporto.  Consegui evitar o handler, mas com muito papo.  Fui no avião tentar descobrir o que acontecia com o Garmin496, sem energia, nenhum fio partido dentro do painel, consegui ajuda do Filipino “Jojo”, mecânico a/p com todas certificações inclusive aviônicos, começou medindo tudo.  



 Estacionado no Princess Juliana International Airport

Bem colorido e barulhento

E realmente também não descobriu o problema, eu não consegui acessar o VPX, painel de fusível eletrônico pelo computador, algum problema de configuração no meu PC.   Mas já havia checado isso em Exuma, quando consegui conectar, e tudo estava ok .  No final fizemos uma ligação direta com o cabo que vem da bateria, protegido pelo fusível que já estava no Garmin.  Abasteci o RV7 , com um valor de quase USD9 por galão, avgas mais cara até agora.

O simpático Jojo arrumando a alimentação do GPS 


Parapente em St Martin (lado Francês)
Assuntos técnicos resolvidos, hora de diversão, peguei o parapente do RV7, e passei no hotel para mais um banho de mar.  Em seguida rumei para o lado Norte da ilha.  Apesar das distâncias não serem muito grandes, as rodovias (mais parecidas com ruas) são estreitas com intenso transito, então o deslocamento é um pouco lento mesmo.   Fui para a vila “Cul du Sac” mais uns zig zags, e cheguei na praia onde o pessoal de parapente voa.  Na verdade a praia é muito estreita, mas fizeram um gramado com biruta e tudo. 

Como sempre faço em locais que não conheço, esperei os locais chegarem, e começo a bater papo com meu Francês ultra ruim conversa vai vem, e descubro que um dos pilotos é de Buzios (Brasil) mora na ilha há alguns anos e aí sim as dicas foram mais fáceis ainda.  Apesar de normalmente o vento ser de E, hoje estava de SE, dificultando um pouco a decolagem, além de bem forte.

Praia onde era o sítio de voo de parapente

Tentei inflar algumas vezes, mas o vento estava forte.  Finalmente decolei da parte mais baixa, tipo uma caminhada de 5 min, a menos de 50m do pouso de desnível, e logo em seguida voava em cima de arbustos chatos... inclusive com cactos, então não tive coragem de passar tão perto deles para aproveitar o lift.  A direita um pouco em descida, e depois a esquerda e pousei.  Insisti novamente, e quase fiquei num cactos, pousei novamente segundos depois.

O pós voo, vejam a biruta no fundo empinada, ventão !

Enquanto isso o outro piloto de Mentor 2 também decolou, quase raspando na vegetação, mas foi ganhando ganhando altura.  O detalhe que ele estava de calça e eu de bermuda (para aliviar peso não tenho calça).  Ele vendo minha dificuldade começou a gritar do ar, em francês mesmo, sobe mais onde está a outra biruta decola de lá, mais alinhado, fui eu caminhando bufando de calor, para a parte mais alta.  De lá pus a vela na cabeça, e decolei fácil, e subi como um elevador !    O voo foi muito liso, e tive que por orelhas para não passar da altura máxima, 280m do pouso, pois existe um acordo com o aeroporto local (o Francês bem menor, não o TNCM) para ninguém atrapalhar.  Vento estava forte, algumas vezes usei um pouco de acelerador indo para o mar, para sair do lift.  No final deu um voo de quase 1 horas, apreciando a paisagem.  Para variar esqueci a câmera GOPRO no carro @)$*ˆ@)(#%*!).

Um comentário:

  1. Show essa sua viagem Thomas! Além de tudo, ainda poder levar o equipamento de vôo livre para dar uns bordos durante o passeio, não tem preço!!! É a grande vantagem do parapente...

    ResponderExcluir